Pedrinho Orso
1956
-2021
Pedrinho Orso nunca foi apenas um empresário. Era um homem que gostava de gente. Gostava da casa cheia, do chimarrão compartilhado, do churrasco que atravessava a tarde, da música gaúcha, dos cavalos e das conversas que transformavam desconhecidos em amigos. Sua maior habilidade não era construir empreendimentos, mas criar lugares onde as pessoas se sentiam acolhidas.
Nascido em 31 de agosto de 1956, Pedrinho cresceu em uma família simples, aprendendo desde cedo o valor do trabalho. Ainda menino vendeu vassouras de porta em porta, fez todo tipo de serviço para ajudar em casa e, aos 16 anos, partiu sozinho para o Paraná em busca de oportunidades. A coragem de seguir estrada afora o transformou em um grande vendedor, depois em empreendedor, sempre guiado por um olhar atento às pessoas e às oportunidades que encontrava pelo caminho.
Ao lado da esposa, Margarete, construiu uma família e realizou o maior sonho de sua vida: o Estribo Hotel Estância. Foram dez anos de trabalho intenso para transformar uma fazenda em um lugar onde outras famílias pudessem viver momentos felizes. O hotel nunca foi apenas um negócio. Era a reunião de tudo aquilo que Pedrinho mais amava: o campo, a cultura gaúcha, os cavalos, a música, os amigos e, acima de tudo, as pessoas. Ali, era comum encontrá-lo perto do fogo de chão, assando um costelão, conversando com hóspedes ou simplesmente ouvindo suas histórias.
Apaixonado pelo tradicionalismo, pelos rodeios e pela música nativista, Pedrinho fazia questão de preservar os costumes que considerava essenciais. Gostava de reunir pessoas sem motivo especial, organizava churrascos, incentivava amizades e acreditava que a verdadeira riqueza estava na convivência. Sua simplicidade chamava atenção. Muitos hóspedes sequer imaginavam que aquele homem de camiseta manchada, sorrindo ao lado da churrasqueira, era o proprietário do hotel. E isso nunca fez diferença para ele.
Quem teve o privilégio de conhecê-lo dificilmente fala primeiro dos negócios que construiu. Fala do sorriso, da conversa fácil, da generosidade e da capacidade de fazer qualquer pessoa sentir que era importante. Como costumava dizer sua esposa, Pedrinho era "uma pessoa feita de gente". Talvez essa seja a definição mais bonita de sua vida: alguém que encontrou sua felicidade aproximando pessoas e criando memórias que permanecerão muito além de sua presença
Em 8 de novembro de 2021, aos 65 anos, Pedrinho Orso despediu-se de forma inesperada, vítima de um problema cardíaco. A notícia abalou familiares, amigos e todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Mas algumas pessoas não partem por completo. Permanecem nos lugares que ajudaram a construir e, principalmente, na forma como ensinaram os outros a viver. Pedrinho seguirá presente em cada roda de chimarrão, em cada costelão compartilhado, no som da música gaúcha ecoando pelo Estribo e em cada família que encontrar ali um lugar para criar suas próprias memórias. Porque seu maior legado nunca foram os empreendimentos que deixou, mas os encontros que proporcionou. E enquanto houver pessoas reunidas ao redor de uma mesa, de um fogo de chão ou de uma boa conversa, haverá sempre um pouco de Pedrinho Orso entre elas.
A história de vida de Pedrinho foi eternizada em livro pela Legado. Entre em contato pelo WhatsApp para ler a versão digital: (54) 997114447.